30 de mar de 2011

O papel da família e da escola na aprendizagem da leitura e da escrita

O papel da família é de suma importância para o desenvolvimento intelectual do aluno, pois é neste contexto, que o educando tem o primeiro contato com a leitura. Desta forma, é no ambiente familiar que o mesmo aprende sua primeira educação, deste modo, ele se relaciona com todo o conhecimento adquirido durante sua experiência de vida primária que vai refletir na sua vida escolar. Sendo assim, o sucesso do trabalho da escola depende da colaboração familiar ativa.

Segundo López (2002 p. 24): “A educação dos primeiros anos consiste precisamente na promoção de todos esses aspectos sociais e de autonomia pessoal que logo servirão de base para a educação intelectual mais estrita”.

Ou seja, a responsabilidade da educação Infantil depende, cada vez mais, da interação entre a escola e a família. Logo, ter diálogo de comunicação entre ambos, respeitar e acolher os saberes dos pais e ajudar-se mutuamente. Estes são alguns fatores que proporcionam e beneficiam a aprendizagem da criança que servirão de suporte para a educação escolar.

Além disso, a tarefa de ensinar e praticar a leitura não compete apenas à escola, pois o aluno aprende também através da família, dos amigos, das pessoas que ele considera significativas no seu cotidiano. A pergunta feita neste momento é: de quem é a responsabilidade de desenvolver o interesse da leitura no aluno?

Sabemos que existe a influência dos pais e professores. Em relação aos pais, estes devem ser “espelhos” para visão dos filhos, organizarem a biblioteca pessoal para eles, educando-os para o despertar pelo gosto da leitura, organizar o horário dos mesmos desde que reservem o tempo da leitura, resolver os trabalhos escolares junto com eles e acompanhar o desenvolvimento do aluno na escola.

Em relação aos professores, as responsabilidades também são muitas. Eles devem aproveitar a empolgação do aluno quando quiser ler apresentar livros que venham ao encontro das necessidades do mesmo, demonstrando o hábito de leitura para os educandos.

Desde cedo, os pais precisam transmitir aos filhos os seus valores, como, ética, cidadania, solidariedade, respeito ao próximo, enfim, pensamentos que o leve a ser um adulto flexível, que saiba resolver problemas, que esteja aberto ao diálogo. Que o educando, através do incentivo dos pais, passe valorizar a leitura e que a mesma possa fazer parte da sua vida cotidiana e para o seu desenvolvimento progressivo no campo do saber.

Portanto, uma criança com hábito de leitura, cresce bem preparada para enfrentar os desafios da vida, pois desenvolve grande capacidade de leitura e interpretação, além de possuir uma grande facilidade de descobrir o signicado de certas palavras, o que facilita suas produções textuais, sua oralidade e colocações em público.

Sendo assim, para desenvolver este hábito na criança é necessário proporcionar-lhe o contato com os livros. Neste caso, ouvir uma história lida pelo pai, mãe, avós, irmãos, etc; são algumas situações que enfatizam a presença de um leitor e que despertem o interesse pela leitura. Contudo, ressalta-se que o ideal seja começar desde a educação infantil, pois, quanto mais cedo mais fácil será a aceitação deste hábito.

López (2002. P. 83) confirma: “(...) a educação não depende de si mesma, mas em grande parte do papel que desempenha a família dentro e fora da escola”.

A vida familiar e escolar se completa, tornando-se necessária para o bem-estar do educando. A participação dos pais na educação dos filhos deve ser de forma constante e consciente, pois, a educação é um processo global, que se dá não só na família e na escola, mas em toda a sociedade.

Segundo a LDB - Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional Lei nº 9.394 (1996) afirma que:
A educação dever da família e do estado inspirada nos princípios de liberdade e nos ideais de solidariedade humana, têm por finalidade o pleno desenvolvimento do educando, seu preparo para o exercício da cidadania e suas qualificações para o trabalho.

Diante desta afirmação, nota-se uma preocupação com a dimensão intelectual na educação, pois a escola deve empenhar-se na formação educacional de seus alunos, embora que não seja a única instituição social que participa dessa formação.

A família é responsável pelos primeiros passos da aprendizagem precoce do educando, proporcionando-o conhecimentos e experiências diante da sua realidade social, como forma de acesso para construção de novas aprendizagens no contexto social e escolar.

Assim, não precisa ser letrado para exemplificar a vida. Os melhores exemplos de integração escola/família estão entre as comunidades mais participativas, ainda que menos favorecidas economicamente, e não entre as mais educadas.

De acordo com esta realidade, López (2002. P. 80) relata: “Quando os pais se sentem especialmente chamados a participar, digamos, a preocupar-se com a escola? Quando surge uma situação que afeta diretamente seus filhos”.

É notório observar esta realidade na educação escolar atual, pois os pais que não têm tempo para nada acabam deixando a vida escolar do seu filho sob responsabilidade da escola.

Portanto, os verdadeiros pais são aqueles que se preocupam e dialogam com seus filhos.
Verificam o boletim escolar, participam das reuniões de pais e mestres, enfim, um simples bom dia ou boa tarde, é essencial para que o filho perceba a importância que seus pais possam proporcionar-lhe.






Fontes:


LÓPEZ, Jaume Sarramona I. Educação na família e na escola. Edições Loyola, São Paulo, 2002.

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